Iniciamos 2025 com o mundo imerso em uma série de eventos, guerras e catástrofes responsáveis pela morte de centenas de pessoas.
Não há como não se indignar com a morte de dezenas de vidas. O absurdo da ganância e descaso com o outro, nos revela o caminho de desumanidade que temos seguido.
O mais triste nisto tudo, é vermos pessoas se posicionando nas redes sociais, mas não de forma empática e solidária, mas sim com oportunismo religioso ou político. Terrível ver pessoas fazendo suas “lives” com o intuito único de aumentar sua audiência. São tão gananciosos quanto os responsáveis pelas tragédias.
Imersos em um capitalismo globalizado que transformou o dinheiro no maior valor individual, e o crescimento econômico no principal objetivo político, é de nossos corações e mentes que se irradia o desequilíbrio manifestado na natureza.
No centro, a questão do individualismo: o sistema que sacralizou o consumo e alimenta a desigualdade como oferecer aos bilhões de habitantes do planeta os objetos de desejo que criou, e oferece insistentemente aos nossos olhos.
Em uma cultura, como a nossa, sem lastro histórico de indignação, só a juventude tem a capacidade de se insurgir pelo direito de exercer a cidadania – até porque é quem tem mais a perder, a longo prazo, com tudo de errado que esteja sendo cometido.
É preciso acreditar!
Há uma parábola entre os rabinos judeus em que diziam que estava se aproximando um tempo de grande crise, onde o mundo ia estar repleto de rabinos e com uma carência enorme de discípulos. Por que as pessoas querem ser rabinos e não discípulos?
Porque é muito mais fácil fazer acreditar do que acreditar.
A grande crise do nosso mundo é essa. As pessoas todas são empresárias de si mesmas, são gurus de si mesmas, e aí todo mundo quer ensinar as verdades, todo mundo quer fazer os outros acreditarem em suas crenças. Mas as pessoas não estão acreditando, elas mesmas.
Precisamos acreditar na mudança!
Até porque o projeto de poder do homem, por mais que seja controlado pela democracia, o leva mais cedo ou mais tarde a destruição.
Esse modelo é um modelo que leva as pessoas a um conflito muito grande, e elas vão precisar de uma nova consciência!
Os profetas falavam em uma circuncisão no coração.
Uma nova perspectiva do que é a vida, do que é o prazer, de qual o sentido da vida.
Precisamos acreditar na luz em meio a escuridão.
A luz que acolhe o fraco em meio a escuridão!
A restauração da vida!