Vivemos um período difícil na história da humanidade. Tempo de propagação do ódio, da intolerância, dos ataques e das mortes.
No Brasil, por conta das disputas políticas, religiosas e ideológicas, estamos presenciando a proliferação do ódio de forma descontrolada.
A raiva, a deselegância e insensatez estão na boca e nos dedos ávidos daqueles que não perdem a oportunidade de manifestar supostas divergências em relação a quase tudo, seja nas redes sociais ou nos portais de notícias.
Aliás, as redes sociais se tornaram um campo de batalha, dividindo famílias e destruindo amizades. Pessoas que pensam de forma diferente são tidas como inimigos e, portanto, devem ser excluídos.
Como chegamos a este ponto? Como deixamos o ódio invadir nosso coração? Por que o ódio que hoje permeia quase todo o tipo de discussão chegou a níveis estratosféricos?
Com certeza não há uma resposta fácil. Mas eu sei de uma coisa, isto pode ser mudado!
Como disse Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e, se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente no coração humano do que o seu oposto!”
Jesus Cristo para ensinar sobre amar o próximo, contou uma estória conhecida como: “O Bom Samaritano”. Nela Jesus fala a respeito de alguém numa situação de necessidade. Esta pessoa não foi auxiliada por duas outras pessoas que, supostamente, teriam o dever de ajudar. Foi auxiliado por uma terceira pessoa, exatamente quem normalmente não ajudaria por ser considerado seu inimigo.
Acredito que Jesus quis nos mostrar que o “próximo” a quem devemos amar, é exatamente o “outro”, o diferente, o que pertence a outra religião, o que não pensa como eu, o que tem uma visão de mundo completamente diferente da minha. Que ensino fantástico: amar ao “próximo” como a si mesmo, entendendo que o próximo é o “outro”, o que é completamente diferente de mim.
“Deus é amor” (1 João 4:16) Se Deus é amor e se Deus é a origem, intuímos que o amor seja, portanto, a essência da realidade, a última palavra da compreensão.
Deus é amor: a realidade é amor; ser humano é esforçar-se por viver no amor!
Tenho muitos amigos que pensam diferente de todas as vertentes. Eles não são meus inimigos, são apenas amigos que pensam diferente. Eu os amo, admiro e quero tê-los por perto. Porque sei que me fazem crescer, seja para melhorar os argumentos no que acredito, ou para me fazer refletir sobre mudanças. Não vou excluí-los e não desejo que me excluam.
Podemos mudar esta situação de proliferação do ódio! Podemos ensinar as pessoas a amar!
Não vamos permitir que o ódio seja nossa realidade!
Vamos lutar por um mundo sem ódio!
Vamos lutar por um mundo com mais amor ao “próximo”!